Pular para o conteúdo da página
Brasão da PUC-Rio

Vice-Reitoria para Assuntos Acadêmicos

Ensino, Pesquisa e Desenvolvimento

Por Renata Ratton Assessora de Comunicação - Vice-Reitoria para Assuntos Acadêmicos
Artigo de Artes&Design é capa da edição de setembro do Journal of the International Association for Shell and Spatial Structures

Trabalho descreve processos utilizados no projeto e construção da estrutura do Anfiteatro Prof. Junito Brandão, no campus da PUC-Rio


O artigo Form finding and analysis of an active bending - pantographic bamboo space structure, de autoria do professor Mario Seixas, do Departamento de Artes & Design, é capa da edição de setembro do Journal of the International Association for Shell and Spatial Structures.

Com financiamento da Faperj, o trabalho foi realizado pela empresa Bambutec, fundada pelo professor, em parceria com a PUC-Rio e a UFMG, e descreve o processo de form-finding e análise de uma estrutura espacial híbrida, a partir de arcos de flexão ativa e treliças pantográficas retráteis utilizadas na construção da estrutura de cobertura do Anfiteatro Prof. Junito Brandão, no campus da PUC-Rio. As conexões flexíveis permitiram a mobilidade dos elementos estruturais durante a construção no terreno inclinado, com baixo desgaste mecânico das peças.

Coordenada por Seixas, a obra da estrutura do anfiteatro também gerou a publicação de dois artigos em periódicos internacionais, além da revista especializada de arquitetura Archdaily (nas línguas portuguesa, inglesa, espanhola e chinesa).

A estrutura do Anfiteatro Prof. Junito Brandão abriga um espaço de 17 x 12 metros em um total de 200 m² de área coberta, foi montada em 25 dias de trabalho, utilizando técnicas criativas, seguras e de baixo impacto ambiental. Foi projetada sobre o embasamento desenhado pelo arquiteto Carlos Pingarrilho – cujo escritório já havia sido premiado pelo projeto do auditório do Rio Datacentro, na Universidade. Sua forma foi desenvolvida pelo método form-finding, abordado no artigo, que utiliza modelos físicos em escala e modelos computadorizados em interação.

A cúpula emprega uma estrutura espacial híbrida, formada por uma estrutura autoportante em bambus tratados, arcos de flexão ativa e treliças pantográficas, que permitem a circulação do ar e a iluminação natural do ambiente. Os arcos e as treliças de bambu são submetidos a um processo de deformação elástica durante a montagem, gerando formas resistentes e naturalmente acústicas, aplicando superfícies côncavas que mantêm e distribuem o som no espaço. A cobertura emprega lonas acrílicas tensionadas, protegendo da chuva e do sol do clima tropical.

Mais informações podem ser obtidas em: https://doi.org/10.20898/j.iass.2021.005




Publicada em: 05/10/2021